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Crime ocorreu na madrugada de domingo (23) enquanto homens jogavam cartas; agressor fugiu e não foi identificado
Um caso de lesão corporal por arma branca, envolto em silêncio, foi atendido pela Polícia Militar na madrugada do último domingo (23), em Conselvan, área rural de Aripuanã-MT. Duas vítimas, de 42 e 20 anos, deram entrada na unidade de saúde local por volta das 01h30 com ferimentos provocados por faca, mas se recusaram a formalizar a queixa contra o agressor, culminando no arquivamento das investigações.
De acordo com informações repassadas pelo plantonista do posto de saúde à PM, os dois homens estavam jogando baralho em uma residência quando foram surpreendidos pelo ataque. O homem de 42 anos foi o primeiro a ser atingido, sendo alvejado pelas costas de forma repentina. Em depoimento, ele afirmou à guarnição que não conseguiu identificar o autor dos golpes devido à rapidez da ação.
A segunda vítima, de 20 anos, tentou intervir durante a agressão, mas também acabou ferida, sofrendo um corte no braço direito. Assim como o companheiro, o jovem não soube ou não quis fornecer qualquer informação que pudesse levar à identificação do suspeito, que fugiu do local tomando rumo ignorado.
Atendimento Médico e Recusa em Proceder Legalmente
Ambas as vítimas receberam atendimento médico e foram informadas de que os ferimentos não ofereciam risco de morte. Após os cuidados necessários, eles receberam alta.
O caso, no entanto, tomou um rumo incomum quando os dois homens manifestaram expressamente à Polícia Militar que não desejavam registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.). Além disso, não demonstraram interesse em representar criminalmente contra o agressor – um ato indispensável para que o Ministério Público possa dar prosseguimento a ações penais em casos de lesão corporal de natureza leve.
Diligências e Arquivamento
Diante da falta de cooperação, a guarnição da 10ª Companhia Independente de Polícia Militar (10ª CIPM) realizou diligências nas imediações do crime e em possíveis rotas de fuga do agressor. As buscas, no entanto, não resultaram na localização do suspeito ou da arma branca utilizada no crime.
Com a ausência de informações, a negativa de registro por parte das vítimas e a fuga do agressor, a equipe policial não teve alternativas para continuar as investigações. O caso foi, consequentemente, encerrado, e a equipe retornou ao patrulhamento de rotina.
O episódio ilustra um desafio recorrente para as forças de segurança: a dificuldade em investigar e punir crimes quando as próprias vítimas optam pelo silêncio, seja por medo, intimidação ou outros motivos não divulgados.
Fonte: Rádio Navegantes FM