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Casos se repetem há pelo menos três meses; dois animais morreram nesta semana e outros estão em estado crítico. Moradores suspeitam de ação intencional para comprometer segurança das propriedades.
Uma onda de apreensão e tristeza tomou conta dos moradores da região de chácaras do Pesctur, em Aripuanã, após uma sequência de casos de envenenamento de cães. O episódio mais recente e grave ocorreu na terça-feira (6 de janeiro de 2026), deixando animais mortos e outros lutando pela vida.
Vários cães apresentaram, de forma súbita, sintomas graves como espuma excessiva na boca, fraqueza extrema e tremores incontroláveis. O socorro foi imediato, mas não foi suficiente para salvar todos os animais. Dois cães, Black, de 4 anos, e Jubileu, de 2 anos, pertencentes à tutora Magna Stela, não resistiram. Outros permanecem em estado crítico, recebendo atendimento veterinário intensivo.
“Estamos profundamente tristes. Ver tantos animais envenenados e morrendo dessa forma é devastador”, desabafa Magna, ainda abalada pela perda. Ela revela que esta não é a primeira vez que seus animais são alvos. No mês passado, os cães teriam passado por situação semelhante, mas sobreviveram após tratamento. Desta vez, o desfecho foi fatal.
A tragédia de Magna é apenas a ponta de um problema que, segundo relatos, assola a comunidade há pelo menos 90 dias. Diversos moradores vêm registrando episódios semelhantes com seus animais, o que aumenta a sensação de insegurança e impotência entre as famílias da localidade.
Suspeitas e Inquietação
Entre os moradores, cresce a suspeita de que os envenenamentos sejam intencionais e sistemáticos. A teoria mais discutida é de que a ação criminosa teria como objetivo comprometer a segurança das propriedades, eliminando os cães que fazem a vigilância natural das chácaras. A prática, além de cruel, deixaria as residências mais vulneráveis a invasões.
Cobrança por Ações e Responsabilização
O caso reacendeu com força o debate sobre a segurança dos animais e a necessidade de responsabilização por crimes de maus-tratos. A legislação brasileira (Lei 14.064/2020) prevê pena de dois a cinco anos de reclusão, multa e proibição da guarda para quem envenenar, ferir ou matar cães e gatos.
A comunidade clama por uma ação integrada entre sociedade e poder público, envolvendo polícia, Ministério Público e órgãos de controle, para que medidas efetivas de investigação, prevenção e punição sejam implementadas. O objetivo coletivo é transformar o local em um ambiente seguro e respeitoso não apenas para as famílias, mas para todos os seres vivos.
Orientações à População:
Registrar Boletim de Ocorrência: É fundamental formalizar todas as ocorrências na delegacia mais próxima.
Procurar o Ministério Público: Em caso de inércia das investigações, a Promotoria de Justiça deve ser acionada.
Coletar Evidências: Se possível e seguro, preservar qualquer material suspeito (iscas, alimentos) para perícia.
Cuidados Veterinários Imediatos: Em casos de suspeita de envenenamento, o tempo é crucial. Levar o animal imediatamente ao veterinário.
Fonte: Rádio Navegantes FM, com informações do site Top News