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Na última terça-feira (2), a noite em Aripuanã foi dedicada ao canto das aves e ao futuro do turismo sustentável. O Polo de Educação Continuada Dardanelos foi palco de uma palestra e debate que iluminaram o extraordinário potencial natural do município, colocando-o no radar nacional como um dos principais celeiros de biodiversidade do país.
Sob o tema “Turismo de Observação de Vida Silvestre em Territórios Indígenas e Quilombolas”, o biólogo e consultor ambiental Dalci Oliveira conduziu a discussão, que rapidamente transcendeu o título. O foco convergiu para uma riqueza específica: as aves de Aripuanã. Foi quando um dado impressionante, baseado na plataforma colaborativa Wikiaves, tomou conta da sala: o município possui mais de 600 espécies de aves registradas, ocupando o 4º lugar no ranking nacional de diversidade avifaunística.
A apresentação explorou desde espécies endêmicas e aves migratórias até as características únicas do bioma local, situado no coração da Amazônia Meridional. O debate evidenciou uma demanda prática e urgente: a elaboração de catálogos e guias de bolso para auxiliar guias, turistas e pesquisadores.
A solenidade ganhou ainda mais profundidade com a contribuição do professor Domingos de Jesus Rodrigues, da UFMT-Campus Sinop, especialista em Ecologia com vasta trajetória em estudos sobre anfíbios e ecossistemas tropicais. Ele reforçou a inextricável ligação entre a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento de um turismo responsável, que valorize e proteja os ecossistemas.
O evento não foi um fato isolado. Integra o Programa Desfrute Aripuanã, uma iniciativa da Nexa em parceria com a Jurupará Socioambiental, que tem como missão fomentar o turismo sustentável, capacitar mão de obra local e abrir novas frentes de economia para a comunidade.
Na plateia, além dos alunos do Curso Técnico em Guia de Turismo, estavam observadores de aves experientes e entusiastas, que compartilharam relatos e perspectivas. A síntese do encontro foi clara: Aripuanã reúne as condições ideais – um patrimônio natural superlativo, o envolvimento de instituições de ensino e pesquisa, e um programa estruturado de incentivo – para se consolidar como uma referência nacional em turismo de natureza, etnoturismo e educação ambiental.
O desafio agora, como apontado pelos palestrantes, é transformar esse potencial em produtos turísticos bem estruturados, políticas públicas eficazes e iniciativas comunitárias que gerem renda enquanto preservam a imensa riqueza que faz de Aripuanã um verdadeiro santuário de asas. A noite terminou com a certeza de que, para o município, o futuro ecoa no canto dos pássaros.
Fonte: Rádio Navegantes FM/Top News