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Guerra comercial preocupa Votorantim

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O grupo Votorantim registrou lucro líquido de R$ 225 milhões no segundo trimestre de 2019, 54,1% maior que o mesmo período do ano passado.  A receita líquida do conglomerado, que tem negócios em cimento, energia, metais e outros segmentos, manteve-se estável, encerrando em R$ 7,9 bilhões entre abril e junho. No primeiro trimestre, o lucro da Votorantim foi de R$ 4,4 bilhões, turbinado pela venda da Fibria ao grupo Suzano.

O bom desempenho da companhia no segundo trimestre reflete os resultados das operações de cimento no Brasil e na América do Norte, ao maior volume de vendas de produtos de maior valor agregado de alumínio e de excedentes de energia.

A desvalorização do real frente ao dólar americano (9% na comparação entre o segundo trimestre de 2018 e o mesmo período de 2019) na consolidação das operações no exterior também contribuiu para os bons resultados da empresa.

No segundo trimestre, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda ajustado ou geração de caixa) foi de R$ 1,4 bilhão, redução de 16% em relação ao mesmo período de 2018. O resultado foi afetado por alguns pagamentos relacionados à transação da Votorantim Siderurgia com a ArcelorMittal no Brasil e também pela queda do preço dos metais na London Metal Exchange (LME) no período.

Esses fatores foram parcialmente compensados pelo reconhecimento da decisão final do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto à tese de exclusão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a base de cálculo do PIS e Cofins na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA).

Guerra comercial assusta

Sergio Malacrida, diretor financeiro do grupo Votorantim, disse que o grupo está acompanhando o desenrolar da guerra comercial  entre Estados Unidos e China para entender o impacto futuro nos negócios da empresa. Dono da CBA, produtora de alumínio, e da Nexa, produtora de zinco, o grupo entende que o agravamento da disputa entre os dois países pode afetar os resultados dessas divisões de negócios do conglomerado. “Uma resposta rápida a essa guerra traria maior estabilidade às commodities de forma geral”, disse Malacrida.

A retomada lenta da economia também é outra preocupação do grupo. Os resultados da  divisão de cimento, sobretudo, estão atrelados ao melhor desempenho do PIB. “Nossos negócios de cimento estão indo muito bem nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, contudo, ainda não. Se a economia não reage, a indústria não volta a crescer. Com a   retomada da confiança, os investimentos voltarão.”

Diante desses dois fatores, Malacrida não arrisca fazer projeções de desempenho para os próximos meses. “O risco de errar é grande.”

Para este ano, o grupo prevê investimentos de R$ 3,5 bilhões. No segundo trimestre, o valor de aporte foi de R$ 719 milhões, um aumento de 38% sobre o mesmo período do ano passado. Quase 90% desses aportes foram para a fábrica da Nexa de Aripuanã (MT) e aprofundamento da mina de Vazante (MG).

Fonte: Mônica Scaramuzzo, O Estado de S.Paulo

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JOSE RUDY
terça-feira, abr 20. 2021 10:03 PM
abraço pra todos aripuanenses, filhos da terra

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